sexta-feira, maio 01, 2015

Quero Saber

Quero saber
Se meu nome te faz lembrar
Se minha pele ainda te faz querer
Se meu olhar te faz corar
Se o fim ainda te faz sofrer

Quero saber
Se minha presença te faz sofrer
Ou se é motivo pra se enraivecer
Se você ainda lembra de mim com carinho
Ou se tudo que fomos se perdeu no caminho

Quero saber
A verdade, ainda que seja pra doer
Ainda que seja pra chorar
Porque com a mentira não dá mais pra viver
E a incerteza não dá pra suportar

Quero saber
Se ainda lembra das conversas e risadas
Ou se tudo que ficou foram as farpas trocadas
Se da saudade você é companheiro
Se afinal era mesmo de janeiro a janeiro

Quero saber
Se o tempo vai me curar
Ou se no fim é melhor só aceitar
Existem coisas que não se pode mudar
Será melhor admitir que não dá mais pra voltar?

Quero, preciso saber
O que foi que fez a gente se perder
Como tudo pôde acabar
Porque não consigo esquecer
Se ainda vale a pena chorar

quinta-feira, abril 30, 2015

Diário de Férias - Dias 6, 7 e 8 - O dolce far niente

Esses dias foram ao mesmo tempo corridos e parados, por conta da cirurgia refrativa que fiz. Longos períodos de nada a fazer, a não ser ficar deitada com os olhos em brasa, intercalados pela correria pra chegar no hospital, pra voltar do hospital, pra voltar pro hospital por causa do retorno pós-operatório.
Por ter nascido com a melhor mãe do mundo é que tudo deu certo. Se não fosse por ela vir cuidar de mim - e do meu filho - nem sei o que aconteceria. Brigado, mãe. Tô até perdoando a senhora por ficar com a minha cama e eu ter que dormir no sofá.
Antes das férias, estava decidida a reler toda a saga Harry Potter. O ócio me mordeu com força e acabei me decidindo pela versão resumida dos filmes, já tô no antepenúltimo. Preguiça define - porque, se não fosse um ou outro cochilo ocasional no meio dos filmes, me obrigando a voltar a barra de reprodução do Netflix, eu já teria terminado toda a saga cinematográfica.
Afora isso, estou correndo pra resolver tudo que ficou pra trás na última semana, pra garantir uma última semana de férias verdadeiramente vacation-like: sem fazer absolutamente NADA. Essa atitude tem me levado a precisar de mais e mais caronas por parte do meu pai - melhor trabalhar num bom presente em agosto.
De dia das mães, ganhei uma capinha pro celular (presente típico de criança de 12 anos) e a novidade de que meu filho está namorando (presenta não tão típico da faixa etária dele).Estou balançando entre a felicidade que é vê-lo feliz e o meu próprio azedume pós-término. Ainda bem que o médico não me proibiu de tomar cerveja.

segunda-feira, abril 27, 2015

Diário de Férias - Primeiro Fim-de-Semana

Cheguei a  uma conclusão um tanto quanto óbvia nesse finde: férias é muito bom, mas sem dinheiro não tem muita graça. Também é bem chato se no domingo à noite você está louca pra tomar uma cerveja, mas é a única que não tem que acordar cedo na segunda.
Pra completar, foi justamente no sábado e no domingo que eu acordei ainda mais cedo do que durante a semana. Eu tinha estabelecido não dormir até tarde todo dia, justamente pra não bagunçar meu relógio biológico na hora de voltar pro batente, mas poxa life, acordar às 7 da manhã no domingo? Pra quê?
Além do mais, ando alternando estados de incrível atividade e eficiência com outros de leseira total e dominante de todos os meus membros. Nesses dias, testei meu poder Jedi para trazer o carregador do celular pra mais perto, assim eu não precisaria levantar da cama. Obviamente não funcionou, então além de cansada fiquei frustrada também.
Outra coisa irritante nas férias: entregadores, correio,caminhão de gás, testemunhas de Jeová, vendedores de biju; absolutamente TODO MUNDO acha que antes das 10 da manhã é um horário perfeitamente aceitável pra bater palma no seu portão. Particularmente, eu discordo. E muito. Muito mesmo. Puta que pariu, como eu discordo.
E depois, no resto do dia, não tem uma alma na rua. Acredito que todos tenham voltado pra casa pra dormir, afinal a missão estava cumprida: eu já estava acordada.
Domingo na minha rua tem feira, então foi até bom, aproveitei que acordei cedão e pude comprar verduras, frutas e legumes frescos, com tranquilidade, sem ter os dedos do pé atropelados por carrinhos dirigidos por pessoas desgovernadas. Também diminui bastante o número de gente que foi à feira passear - você tá louca pra passar logo, carregando uma sacola pesada, mas a dona Fulana tá lá, caminhando no passinho da tartaruga manca, na sua frente, e você simplesmente não consegue ultrapassar.
Decidi que no próximo finde vou fazer melhor, dormir até tarde, tomar SIM cerveja no domingo à noite e se ninguém puder ir comigo, vou no mercado e compro, ligo o som no último volume e curto o clima de bar em casa mesmo.
Agora vou ali fazer um cartaz de "Só bata palma se forem mais de 10 horas", com licença.